A Raça

Os primeiros registros dos antecedentes da raça datam do século XV, quando esquimós, famosos por trabalharem por cães, habitavam a região de Newfoundland no Canadá. Quando John Cabot descobriu essa região, estes esquimós já haviam ido embora e, portanto, não haviam cães no local. Mas recentemente foram descobertos restos de um cão que, possivelmente, poderia ter ali habitado.

Aparentava um cão grande, forte e musculoso, talvez um ancestral muito próximo ao Cão da Terra Nova. Como Newfoundland era uma grande fonte de pesca, era caervo de muitas frotas, e entre elas seus cães ajudantes. Serviam para a caça, puxavam as pesadas redes para a terra, que muitas vezes pesavam centenas de quilos, recolhiam e traziam a presa para os capatazes das frotas. Entre os cães ajudantes existiam tipos variados, mas os possíveis antepassados retrievers eram apenas dois: um grande, que em seu aspecto era semelhante a um Cão da terra Nova maior, mas com pelagem pouco mais curta (mediana). O menor tinha as mesmas características do maior, e mantinha a mesma pelagem, embora curta, “grudada” ao corpo a qual permitia o escoamento da água mais rapidamente do que o seu outro semelhante.

Acredita-se que este menor tenha vindo da Grã-Bretanha e seja o antepassado mais próximo dos Labradores de que se tem noticia. Esta história teria sido descoberta até este ponto, pois ainda é um que teria cruzado posteriormente com o Sabujo do Jura, e dado origem aos primeiros Labradores pretos.

No Brasil, adota-se o padrão da FCI (Federação Cinológica Internacional), que registra a origem na Inglaterra com vínculos no Canadá.